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19/09: Aparição de Nossa Senhora da Salette

“Vinde meus filhos, não tenhais medo.”


Santuário de Nossa Senhora da Salette (França)

Santuário de La Salette – França


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Descrição da Aparição de Nossa Senhora da Salette em 19 de Setembro de 1846 a duas crianças, Maximin Giraud de 11 anos e Mélanie Calvat de 15 anos. (França)

No livro de Pie Regamey, “Les plus beaux textes sur la Vierge” (Livre De Poche Chrétien, 1962), vem um depoimento feito por Mélanie Calvat que é a menina que viu Nossa Senhora. – Façamos a leitura e depois alguns comentários.

A luz e a voz de Nossa Senhora

Aparição de Nossa Senhora da SaletteNossa Senhora em La Salette apareceu envolta numa grande luz. Intensíssima como a do astro solar, mas não queimava os olhos.

Ela tinha graus, ou como que círculos concêntricos de intensidade. Essa luz envolveu os videntes.

“A Santa Virgem” – explicou Mélanie – “estava envolta em duas claridades.”

“A primeira delas, mais próxima da Santíssima Virgem, chegava até nós. A segunda se estendia um pouco mais em volta da bela Dama, e nos encontrávamos nela.”

“Esta luz era imóvel, não cintilava, porém bem mais brilhante que nosso pobre sol da Terra. Essas luzes não faziam mal aos olhos e em nada fatigavam a vista.”

“Além de todas essas luzes, de todo esse esplendor, do corpo da Santa Virgem e de seus trajes saíam feixes de luz. A voz da bela Dama era suave. Encantava, fascinava, fazia bem ao coração.”

“Saciava e aplainava todos os obstáculos. Parecia ter querido me alimentar de sua bela voz. Meu coração parecia dançar ou querer ir ao seu encontro para se derreter nela”.

Para Maximino o resplendor e a voz de Nossa Senhora era como “uma luz bem diferente de todas as outras. Ela ia diretamente ao meu coração, sem passar por meus ouvidos”.

“Entretanto, com uma harmonia que os mais belos concertos não poderiam reproduzir. Digo com um sabor que os licores mais doces não conseguem ter”.

Mélanie descreveu também o pranto de Nossa Senhora:

Lágrimas de Nossa Senhora da SaletteAs lágrimas de Nossa Senhora em La Salette

“A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os joelhos e desapareciam como faíscas de luz.
Eram brilhantes e cheias de amor.”

“Eu desejava consolá-la, para que não chorasse mais.
Mas me parecia que tinha necessidade de mostrar suas lágrimas, para melhor evidenciar seu amor esquecido pelos homens.”

“Eu quis me jogar nos seus braços e dizer-lhe: Minha mãe querida, não choreis! Quero vos amar por todos os homens da terra. Mas parece que Ela dizia: Há tantos que não me conhecem.”

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de diminuir seu ar de Majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la, torná-la mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora.

“Eu talvez tivesse ingerido suas lágrimas, que faziam meu coração estremecer de compaixão e de amor.”

“É compreensível que vendo chorar uma mãe, e uma tal mãe, se queira empregar todos os meios imagináveis para a consolar, para transformar suas dores em alegria”.

Como era Nossa Senhora de La Salette e como era seu pranto

Consideremos ponto por ponto a descrição de Mélanie de Nossa Senhora em La Salette:

“A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada”.

Aparição de Nossa Senhora da SaletteA altura é um apanágio da majestade. Tanto é que aos príncipes que não são reis, se diz Vossa Alteza. É evidente que não é altura física. Mas a altura física é uma imagem física da altura nos outros sentidos.

Portanto, não era necessário, mas convinha a Nossa Senhora uma altura bem proporcionada. Porque a altura bem proporcionada é o contrário da altura esmagadora. É o que torna a altura acessível é a perfeição de suas proporções.

É o encaixe de várias coisas pequenas nEla, com graça e harmonia, que tornam essa altura variegada. É uma unidade na variedade. Então, essa perfeição das proporções dEla.

Depois, Mélanie continua:

“Ela parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La.”

Realmente, um ente inteiramente espiritual, no qual o corpo era apenas uma dependência dominada pelo espírito; e não sujeita, portanto à lei da gravidade e à atração de terra. O sobrenatural nEla estava na sua plenitude.

E ainda:

“Ela impunha um temor respeitoso, ao mesmo tempo que Sua majestade impunha respeito entremeado de amor.”

Então, era um respeito que, de um lado incutia temor e, do outro lado, incutia amor.

É propriamente a imagem da majestade verdadeira. É uma majestade que mete um temor reverencial, quer dizer, um temor feito não do medo da chibata, que acessoriamente pode entrar, mas é feito daquele medo de desgostar um tão alto ser e, por outro lado, um amor que Ela incutia pelo fato de ser quem era.

Isso está esplendidamente expresso.

“Ela atraía.”

Realmente, a verdadeira majestade atrai. A verdadeira majestade não repele.

Quando a gente vê uma majestade que repele é uma falsa majestade. Por exemplo, Napoleão tinha uma majestade que repelia. Era porque não tinha nada de majestade autêntica. A verdadeira majestade atrai, não repele.

“Ao seu redor, como em sua pessoa, tudo respirava majestade, esplendor, magnificência de uma rainha incomparável.”

O que havia em torno dEla? Um campinho ordinário, com umas ervinhas, mas Ela entrava e tudo se transformava num palácio. Por quê?

Porque a Escritura diz: “gloria ab intus”: toda glória da filha do rei – que é Nossa Senhora – lhe vem de dentro dEla, e Ela comunica essa glória a tudo quanto está em torno dEla.
“Ela parecia bela, clara”.

É a claridade luminosa, sobrenatural.

“imaculada, cristalina, celeste.”

A ideia de cristalino firmar a pureza e o que havia de diáfano dentro dEla; algo da nobreza dos cristais.

“Parecia-me também como boa Mãe, cheia de bondade, amabilidade, amor conosco, compaixão e misericórdia.”

É por isso que São Bernardo constituindo a Salve Rainha pôs esse paradoxo logo no começo “Salve Rainha”; logo depois, “Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa”. Sumamente Rainha, sumamente Mãe e Mãe de suma misericórdia.

Essa justaposição nos dá bem a ideia da majestade perfeita.

Depois Mélanie passa a falar das lágrimas. Nossa Senhora chorava.

Mas há dois modos de chorar: há um modo de chorar cheio de fraqueza e há um modo de chorar cheio de sobranceria.

A gente chora quando está abaixo da dor mas pode chorar também quando está acima da dor. Vamos ver como é o pranto de Nossa Senhora.

Lágrimas de Nossa Senhora da Salette“A Santa Virgem chorava durante quase todo o tempo em que me falou. Suas lágrimas corriam uma a uma lentamente, até seus joelhos.”

Eram lágrimas que corriam lentamente indicando o domínio. Nada de descabelado, nada de convulsivo. Eram lágrimas como de uma rainha cheia de uma tristeza nobre e serena.

Elas se sucedem umas às outras, chegam até o joelho para indicar o impulso com que elas são choradas. Como para indicar que assim como a lágrima lhe corre quase ao longo de todo o corpo, esta dor inunda toda a alma. É um símbolo belíssimo que há nisso.

Depois acrescenta:

“Depois, como fagulhas de luz, elas desapareciam.”

Como é que podia acontecer com as lágrimas de Nossa Senhora? Cair na terra? Ficar formando um bolinho misturando com terra ou prosaicamente empapar o vestido dela?
A gente pode compreender uma rainha com os hábitos úmidos e pesados de lágrimas? Não.

Então, esse desaparecer como faíscas é uma beleza. A lágrima que no último momento brilha, dá uma luz e é recolhida pelo Padre Eterno nos seus esplendores. É uma solução lindíssima para um problema que facilmente poderia se tornar prosaico.

“Eram brilhantes e cheias de amor.”

Também as lágrimas de uma tal rainha deviam ser luminosas. Não podiam ser lágrimas opacas. Não podia ser. Lágrima d’Aquela que é toda pura, só pode ser lágrima cristalina.

A gente compreende que um certo brilho possa significar especialmente o amor. Há um mundo de tato em todas essas formulações. Tudo é bem pensado.

Mélanie Calvat, vidente de La Salette“Eu quisera consolá-La e que Ela não chorasse, mas parecia-me que precisava mostrar suas lágrimas para melhor mostrar seu amor esquecido pelos homens.”

“As lágrimas de nossa terna mãe, longe de enfraquecer seu ar de majestade de rainha e senhora, pareciam, ao contrário, embelezá-La.”

A verdadeira rainha é tal que ela tem uma beleza quando ela está alegre, outra beleza quando ela está triste, outra beleza quando ela está despreocupada. Em tudo são belezas especiais.

Em Nossa Senhora as lágrimas davam uma beleza inconfundível, que é a beleza da dor da rainha.

“pareciam, ao contrário, embelezá-la, torná-la mais digna de amor – amável aí quer dizer mais digna de amor – mais radiante.”

Radiante no sentido de irradiante.

Como eram os olhos de Nossa Senhora

“Olhos: Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna Mãe, não podem ser descritos por uma língua humana. Para deles falar, seria preciso um serafim, seria preciso a própria linguagem de Deus, de Deus que formou a Virgem Imaculada, obra prima de seu poder.”

“Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes e as pedras preciosas. Eram como a porta de Deus por onde se podia ver tudo aquilo que pode encantar a alma.”

“Somente seria suficiente para ser o Céu de um bem-aventurado, seria suficiente para fazer uma alma entrar na plenitude das vontades do Altíssimo, entre todos os acontecimentos que sucedem no curso da vida; seria suficiente para impelir uma alma a contínuos atos de louvor, agradecimento, reparação e expiação.”

“Somente esta visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta-viva que olha as coisas da terra, mesmo as coisas aparentemente mais sérias, como brinquedos de criança.”

“Ela só queria ouvir falar de Deus, daquilo que se refere à Sua glória. O pecado é único mal que Ela vê sobre a Terra e por causa dele ela morreria de dor se Deus não a sustentasse”.

É uma verdadeira beleza cada um dos pontos que diz respeito à aparência de Nossa Senhora.

Entre as ideias que estão simbolizadas na aparência de Nossa Senhora, eu poderia escolher três:

A ideia primeira é de um ente que está inundado de valores sobrenaturais e de graças, como compete Àquela que o anjo chamou de graça personificada. Então, a primeira ideia é do caráter sobrenatural.

A segunda é de uma majestade régia, que não tem nome; que se exprime nEla toda, mas que por outro lado se irradia em torno dEla.

E a terceira ideia, conjugada com a majestade, é uma bondade que não tem nome.

Uma pena, uma misericórdia, uma condescendência, um expandir afavelmente todos os seus dons sobre os outros para fazer os outros participarem desses dons.

Isso que parece contraditório com a majestade, na realidade é o corolário indispensável da majestade: essa efusão incomparável de bondade que está em Nossa Senhora.

Então, todos os traços que estão dados aqui são feitos para simbolizar isso.

(Comentários: Plinio Corrêa de Oliveira, 19/09/66. Sem revisão do autor)
Fonte: aparicaodelasalette.blogspot.com.br


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Santuário de Nossa Senhora da Salette
R. Dr. Zuquim, 1746 – Alto de Santana – SP – Capital


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Publicado em 18 de setembro de 2017 por e marcado .

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